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Archive for setembro \23\UTC 2007

Como foi seu dia?

Lendo uma postagem de um grande amigo e pastor Davi Boaretto, na série “Confusões de minha vida”, com o titulo No dia que a casa caiu… Lembrei-me de uma conversa com a minha professora de inglês que iniciando um comentário desse texto resolvi fazer uma postagem sobre!

Uma semana mais ou menos, numa conversa sobre relacionamento e casamento com minha professora de inglês, ela me perguntou, na verdade pedindo dicas de como tirar o marido da televisão assim que o mesmo chegasse do trabalho. No inicio achei engraçado me ver dando dicas sobre isso… Mas tentei olhar para minha vida e mesmo que muitas vezes meu marido sente para ver televisão eu lembrei q adoramos conversar, muitas vezes na cozinha preparando algo para comer…

E disse a ela: “Proponha seu marido para te acompanhar e fazer um lanche e enquanto isso pergunte como foi o seu dia, como está trabalho dele… “

Ela me pergunta de novo: “Mas vocês falam do trabalho dele?..” Eu surpreendida pela pergunta dela, respondi: “Sim, claro… não sei dos detalhes, mas sei do essencial!“

Para mim era tão obvio querer saber de como estão os negócios do meu marido… Enfim…

E ela me perguntou de novo: “Mas porque você pergunta sobre o trabalho dele? “

Eu já estava achando esquisitas as perguntas até que notei em seu semblante a preocupação dela entender e senti que talvez aqui na Índia mulher perguntar sobre o trabalho do marido pode ser interpretado como intrometida ou coisa do gênero e eu respondi: “Eu pergunto sobre o trabalho dele porque me importo com ele e com tudo que envolve a nossa vida, incluindo o seu trabalho. Somos um casal e queremos cuidar um do outro e uma das coisas mais importantes é saber se está tudo indo bem, com o trabalho dele no qual fica horas do dia… Dias cansado, dias estressado, dias empolgado e às vezes tem dias desanimados! E como mulher dele, quero saber se ele precisa de mim para desabafar, as vezes posso ser participava dando minhas dicas ou até mesmo só ser ouvinte de forma aliviar o estresse e a tensão que o trabalho exige. E quando estava no Brasil trabalhando eu via o quanto era importante e gostoso traçarmos idéias sobre o nosso trabalho”.

Com um olhar impressionado, ela disse: “Eu nunca quis saber do trabalho do meu marido! Talvez ele precise falar e eu nunca me importei. Pode ser que eu precise ajudá-lo a desestressar e ele possa ser mais amável comigo por não estar tão estressado”.

E eu percebendo a importância daquela descoberta dela complementei. “Bianca, casamento é uma troca e não partilha do que quem faz o que, tipo… Você sustenta a casa e eu cuido dela! Não! Até pode haver essa concordância, mas acima de tudo é necessário o cuidado um com o outro. A mulher também se estressa com os serviços do lar, com o cuidado com as crianças… Você não gostaria que ele perguntasse como foi o seu dia? Como estão às crianças? e melhor… Perguntar para você se você precisa de alguma coisa? Às vezes você não precisa de nada, mas conversar sobre é a principal forma de cuidado. O casal fica mais próximo, cúmplices um do outro e a família fica mais firme, pois os dois estão literalmente juntos em tudo!”

Depois dessa conversa com ela e eu ainda meio surpreendida pela pergunta dela, me dei conta que talvez isso não ocorresse só na Índia. Lembrei-me de alguns casos isolados de alguns amigos em crise matrimônial e vejo que até mesmo nos lares cristãos podem estar faltando o famoso dialogo! Então meus queridos… Conversem e sobre tudo, principalmente sobre o trabalho um do outro!!

Como diz o meu amigo Pr. Davi, não permitem que sua casa caia! Ainda mais se for por falta de dialogo!

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